Guess who’s back?

It’s been so long since my last post (3 years, to be more precise)! To maintain this domain, I pay an yearly subscription to WordPress, and every May I receive an e-mail informing that I will be charged for the domain.

This year I got curious and started checking my blog again and it gave me a feeling of happiness that was very weird. I got an urge to do something with this blog and to write about everything and nothing at the same time lol

I can admit that consistency here is not my best quality. But every time I write, or come back here and see everything, makes me really happy so I decided to once again give it another try.

With no pressure or commitment, I will write again. To talk about what has been happening with me and share tips with whoever is interested 🙂

A lot happened since my last post and slowly I will share a bit of what happened since 2017. But for now, I would like to say that I left Italy 2 years ago – in 2018, and since then I’ve been living in Münster, Germany! It has been a very crazy experience and I can’t wait to share the most I can here 🙂

I know that these days with Instagram, Twitter and Youtube, blogs lost the majority of their readers and no one has time or desire to stop their lives and read a blog, even if it’s just for 5 minutes. – A little thought here: it’s crazy how we’ve become so lazy with internet, no? the less to read, the better. Information needs to come fast, easy and with not much effort, please. Sometimes we don’t even have the patience for more than 5 Instagram’s stories. Crazy times.

But for those who are interested, I will be sharing my thoughts, a part of my life, some tips regarding living in Germany, traveling around Europe and whatever more that comes to my mind!

This time I will write in English. The majority of the people around me these days has either English as their main language or is the only common language with me. And it will also be a good practice for me as well 🙂 So yes, grammar errors will come! Please feel free to correct me 🙂

I’m feeling quite rusty, I must say! But I will keep this blog updated and try to make the best out of this 🙂

See you soon!

 

O que é Couchsurfing?

Oie, como vocês estão?

Hoje eu vim com um post mais informativo, porque ninguém merece só ficar lendo sobre minha vida né? hahaha

Já desabafei tudo que eu tinha pra desabafar, agora vamos pra o que importa: trazer informações úteis pra vocês!

Vim contar sobre um site que me ajudou muito nas minhas viagens pelos EUA, o Couchsurfing. Couchsurfing nada mais é do que um site onde você acha pessoas ao redor do mundo que oferecem suas casas pra viajantes se hospedarem de graça! Parece bizarro e um convite pra um filme de terror né? Mas não é gente, ainda existe pessoas boas nesse mundo que querem ser gentis, e querem vivenciar uma troca de cultura.

Funciona assim, primeiro você faz o cadastro no site. Depois, escolhe a cidade pra onde deseja ir, coloca os dias em que estará na cidade e com quantas pessoas você vai viajar. Aí, o site de mostra uma lista de hosts que estão disponíveis pra te hospedar nos determinados dias. Você manda uma mensagem pro host contando um pouco sobre você e seus companheiros de viagem, e que você adoraria que ele hospedasse vocês. Combinam os detalhes e voilà!

Ah, não espere um super quarto de hotel, aliás, não espere nem que você tenha um quarto. É qualquer canto pra dormir mesmo! Sofá, colchão, casa do cachorro hahaha o intuito do Couchsurfing é justamente a troca de cultura, você conhecer alguém local de um lugar que esta visitando, e seu host conhecer um pouco de onde você vem. Além ter a oportunidade de fazer uma viagem super legal com um custo bem baixo.

DICAS!

• Sempre optar pelo host com mais reviews e que tenha o perfil verificado!

• O site tem uma proposta incrível, mas infelizmente existem pessoas no mundo mal intencionadas. Quanto mais reviews e fotos a pessoa tiver, melhor! Tente extrair o máximo de informação que você conseguir da pessoa pra não cair numa furada!

• Tenha um perfil completo! Coloque fotos e preencha seu perfil com o máximo de dados que você conseguir. Isso também ajuda você a ter uma reputação legal no site, e com isso, ser aceita mais facilmente.

• O mais legal do Couchsurfing é que é de graça! Mas gentileza gera gentileza né?! Não custa nada tirar uma noite da sua viagem e preparar uma janta pro seu host, tomar uma breja, levar pra um bar ou fazer qualquer coisa que esteja ao seu alcance pra demonstrar seu agradecimento.
Eu e a Daff sempre fazíamos strogonoff nas casas em que ficávamos. Era um ótimo jeito de agradecer pela hospedagem e uma ótima troca de cultura! E cá entre nós, quem não ama um strogonoff? Os gringos piravam!

• Quer melhor forma de conhecer um lugar do que pelos olhos de quem mora lá? Converse com seu host, peça dicas de onde ir, onde comer, como ir, quando ir… Tente extrair o máximo de informação sobre a cidade que você conseguir, com certeza sua viagem será mais especial e única.

• Fez Couchsurfing e gostou? gostou do seu host? recomendaria? Faz um review pro cara! Comente sobre sua experiência na pagina dele, é bem importante! Ajuda ele a ter uma reputação melhor no site e com isso, outros viajantes podem ter a mesma experiência legal que você teve =)

Minha experiencia

A primeira vez que eu e a Daff fizemos couchsurfing foi meio que no desespero hahaha Estávamos em uma cidade que se chama San Luis Obispo, e nossa intenção era de só passar o dia na cidade e voltar pra San Francisco a noite. Mas a cidade tinha bastante coisa legal pra se ver e acabou ficando tarde pra gente voltar. Como éramos AuPair e hotel não era uma opção, a gente já tava conformada com o fato de que iríamos dormir no carro (que não seria a primeira vez! se tem uma coisa que a gente fez quando éramos AuPair, era dormir no carro! hahaha Que época boa meu Deus). De ultima hora a Daff achou o couchsurfing e encontramos um cara bem legal pra hospedar a gente. O cara foi demais, cedeu a cama dele pra gente dormir e ele foi dormir no sofá. Confesso que eu fiquei meio apreensiva, acordei varias vezes durante a noite achando que o cara ia matar a gente hahahaha. Claro que deu tudo certo.

Depois, usamos couchsurfing quando fomos pro Hawaii e Chicago. No Hawaii usamos 3 vezes pois ficamos em Oahu, depois fomos pra Kauai e depois voltamos pra Oahu. Todos os nossos hosts foram incríveis! Conto mais sobre uma das melhores viagens da minha vida num outro post =)
Em Chicago também usamos e nosso host foi demais também, ele nos indicou vários lugares legais pra irmos, e ainda nos levou pra comer pizza no lugar preferido dele, e brunch num restaurante incrível!

Com certeza minhas viagens tiveram um toque muito mais local pois eu usei o Couchsurfing. Fora a economia né?

montagem post sem fundo

Nós e nossos hosts incríveis!

É isso gente, eu amo Couchsurfing, com certeza o site fez minhas viagens serem possíveis, pois é uma economia bem da boa. E eu espero um dia poder hospedar viajantes na minha casa também, pra tentar retribuir um pouco das experiências incríveis que eu tive graças ao site =)

Espero que tenham gostado, beijos!

Ciao!

Oláá!

Como vocês estão? Vim desabafar um pouco sobre minha vida desde que eu cheguei aqui! =)

Bom, como eu disse no último post, eu vim pra Itália meio que na loucura, minha prima me chamou pra vir morar com ela e eu não pensei duas vezes, comprei a passagem em uma semana, e depois de um mês estava aqui, em Torino, uma cidade que fica a 2horas de Milão, e é também cidade onde fica o maior time de futebol da Itália, a Juventus (que aqui se pronuncia Iuventus #ficaadica).

Eu estou no processo de tirar minha cidadania Portuguesa, que olha, é bem burocrático e bem caro. Posso até fazer um post sobre isso mais pra frente. Bom, minha cidadania era pra sair logo depois que eu chegasse na Itália, então eu tava super tranquila.
Meus planos eram chegar aqui, pegar uns bicos de babá até minha cidadania sair, fazer um curso de italiano e depois de uns 3 meses já ter casa, emprego, carro, marido, filhos (os dois últimos é uma gostosa brincadeira amigos, pelo amor de Deus). SÓ QUE NÃO NÉ.

E se tem uma coisa que essa Itália ta me ensinando é: PA-CI-ÊN-CIA 
Eu sempre fui – e ainda sou – uma pessoa imediatista, quero tudo pra ontem, e se não acontecer, eu desisto, simplesmente. Como uma boa ariana né queridosss hahaha.
Então desde que eu vim pra cá eu sinto que estou sendo “testada” a todo instante, pra justamente ser uma pessoa mais paciente e ver que as coisas não acontecem da noite pro dia.

Acontece que eu to aqui já faz uns meses e minha cidadania ainda não saiu, meu italiano não tá ótimo ainda, as pessoas aqui não falam inglês, logo eu não consigo muitos trabalhos como babá, e os cursos de italiano só começam em outubro.

Nos primeiros meses, eu me desesperei. Chorava todos os dias, tava sem rumo, sem direção, ficava pensando se eu fiz a escolha certa, se minha prima ia me chutar de casa da noite pro dia, se o dia ia raiar amanhã, se a vida fazia sentido, se o branco era branco mesmo, bem novelona mexicana mesmo, dramaaaatica hahaha

Minha prima e eu conversamos muito. Ela me deu total segurança de que ela tá aqui pra mim pra o que der e vier, que ela sempre soube que não seria em um mês que minha vida iria se resolver e que era pra eu ficar tranquila. A sorte que eu tenho de ter alguém que já passou por tudo que eu to passando, e ainda ser alguém da minha família, não dá pra descrever. Nem sei o que eu tenho que fazer nessa vidinha e nas próximas, pra agradecer tudo que ela tá fazendo por mim, sério mesmo. No meio dessa turbulência que tá a minha vida ultimamente, Deus tá sempre colocando anjos no meu caminho pra eu não enlouquecer de vez, ainda bem.

A questão é que eu não sei ainda se eu tomei a melhor decisão, eu ainda não sei que rumo tomar, ainda não tenho um emprego fixo (to fazendo uns bicos aqui e ali) e eu ainda me desespero de vez em quando. Mas eu to aprendendo a ter paciência, aprendendo a entender e observar o que tá acontecendo. Não é fácil, eu sou agitada, quero tudo pra ontem, quero viajar, quero ir pra Londres, Berlim, Barcelona, afinal, eu to na Europa meu Deus, me deixa aproveitar! Massss, não é assim que tá funcionando e eu to tendo que aprender a lidar com a vida de uma outra forma.
Não é fácil, mas vou contar pra vocês que não tá sendo ruim não, viu?! Tá sendo um desafio me encontrar e de manter a calma no meio desse mar de incertezas que tá essa vidinha de meu Deus, mas eu to aprendendo demais. E quando eu vejo pequenas coisas dando certo, aos poucos, está me fazendo ser mais grata por tudo que tá acontecendo comigo.

Minha relação com a Itália é de amor de ódio, quero fazer um post sobre as minhas primeiras impressões daqui e das diferenças daqui com os EUA e Brasil também.
Mas, resumindo, eu to amando essa nova fase da minha vida, amando as pessoas que eu to conhecendo, e também as pessoas que mesmo de longe, estão me dando uma força descomunal pra tudo. Eu não poderia ser mais grata por todas as reviravoltas que a vida tá dando, tá TOPSTER! hahahahahahha

É isso gente, foi só um desabafo mesmo sobre tudo que tá acontecendo comigo nessa terrinha da pizza. Prometo que os próximos posts serão mais informativos do que pessoais, como tá sendo até agora. Eu só queria colocar pra fora e tentar mostrar que não é só porque eu to fora do Brasil, morando na Itália, que minha vida tá menos difícil, alias, ela tá bem mais complicada do que se eu tivesse ficado na minha zona de conforto nos EUA ou no Brasil. Mas aqui a gente não trabalha com conforto e vidinha fácil, a gente coloca no nível hard e só vai. Eu to muito feliz com a minha nova vida, de verdade mesmo, e com todas as decisões que eu tomei até chegar aqui.

Beijo no coração.

 

Vida pós EUA

Oie!! Voltei com a segunda parte do textão que eu fiz da minha volta ao blog. Nesse post eu contei um pouco sobre a minha visita ao Brasil no começo do ano e como eu vim parar onde estou hoje =)

• Brasil

Eu decidi voltar pro Brasil porque seria muito caro pra eu trocar meu visto pra estudante, a saudade de casa tava fora do comum (fazia 2 anos que eu não vinha pro Brasil), minha vózinha ta com muitos problemas de saúde e eu tava ficando doida de saber de tudo que ela tava passando, e eu tão longe dela. E fora que por mais que amasse muito minha vida em San Francisco, as coisas não estavam fluindo do jeito que eu gostaria, eu tava precisando de uma mudança, ficar perto da minha família e pensar o que eu realmente queria fazer dali pra frente. Precisava ficar perto das minhas tias, primas, primos e principalmente minha vózinha.

Meus pais e minhas irmãs foram pros EUA há mais ou menos um ano atrás. E o plano era eu ir pra lá depois de passar um tempo no Brasil. Mas algumas coisas mudaram no meio do caminho haha.

Cheguei no Brasil depois de 2 anos e foi muito estranho ver coisas que eu não via há tanto tempo, Habbib’s por exemplo, eu PIREI quando vi o primeiro no caminho de volta pra casa! hahah Pode parecer besteira, mas quando você passa muito tempo longe, você acaba esquecendo das coisas mais simples.

Ir pro Brasil foi uma nostalgia sem fim, a começar pelos lugares, comidas, até carros e também por reencontrar familiares e amigos.
Foi uma mistura de sentimentos constante, ao ver pessoas que eu não via há tanto tempo. A gente acha que tá todo mundo igual, que o tempo só passou pra gente, e esquece que a vida continua pra todo mundo.
Eu amei ver todos os meus amigos, amei ver que muitos, que eu não imaginava, fizeram questão de me ver mesmo depois de tanto tempo. E vi tanta gente que eu pensei que eu nunca mais ia ver. A vida é mesmo doida né.

Bom, quando estava no Brasil descobri que minha prima que mora na Itália (e que eu não via há 3 anos) estava indo pro Brasil passar as festas de fim de ano. Imagina a minha felicidade! Eu sempre fui muito próxima dela e saber que ia vê-la depois de tanto tempo, foi muito bom! E foi aí que as coisas começaram a mudar.

Depois do ano novo, eu, minha prima e meus tios fomos pra praia de Maresias pra aproveitar um pouco do verão (infernal) do Brasil. Conversa vai e conversa vem com a minha prima e ela, ao saber dos meus planos, me disse “O que você acha de ir pra Itália comigo? Eu conheço pessoas lá que podem te ajudar a arrumar um emprego e eu posso te dar uma força até você se ajeitar”. Queridos, não preciso dizer que eu não pensei duas vezes né? Em menos de 2 dias, eu já estava com a passagem comprada.

Fiquei mais 20 dias no Brasil, contando a novidade pra todo mundo, arrumando (de novo) minhas malas e fazendo (de novo) despedidas.

No dia 06 de fevereiro, eu, papai do céu e minha coragem, fomos – de novo – pra uma nova aventura, num novo país, numa nova experiência.

Pessoas, era isso que eu tinha salvo até agora de rascunho. Eu to na Itália há 5 meses e já tenho bastante coisa pra contar daqui!
Eu queria intercalar os posts daqui com as minhas viagens que eu fiz nos EUA. Eu fui pra Hawaii, Chicago, Las Vegas (de novo haha), New York e mais várias viagens curtas pela California mesmo. Acho que seria legal eu contar um pouco sobre elas. =)

É isso, agora deixa eu voltar pro meu Game of Thrones!
Beijos!

2 anos em um post!

Oie!

Eu sei que eu falei que postaria com mais frequência, mas novamente, falhei. Acontece que eu to com vontade de retomar esse blog, sem pressa, sem pretenção nenhuma. O último post me ajudou muito e acho que voltar a escrever vai ser bom pra mim 🙂
Quando eu estava no Brasil, comecei esse post aqui e não terminei. Resolvi então dividi-lo em duas partes, nessa primeira eu fiz um resumão da minha vida nos EUA desde que eu parei de postar por aqui.
enjoy 😉

• AuPair

Desde que eu parei de escrever, um monte de coisa aconteceu. No final de 2014 eu passei o natal e o ano novo no Brasil. A saudade tava grande e o visto ainda permitia que eu saísse do país e voltasse normalmente, então fiquei uma semana no Brasil. Foi extremamente rápido, mas muito bom ver todo mundo e ainda mais numa época tão especial pra minha família. Quando eu voltei do Brasil, eu já tinha decidido com a minha host family que iria extender o programa com eles por mais um ano. Nosso relacionamento desde o primeiro skype foi ótimo e tudo só foi melhorando a medida que o tempo foi passando. Eu posso dizer com toda a certeza do mundo, eles são a melhor família que eu poderia ter tido. Talvez eu fale mais sobre eles em outros posts, mas eu só queria deixar registrado que eles foram do começo ao fim, os melhores.

O meu segundo ano foi um pouco mais agitado na casa da minha host family, o meu kid (amor da minha vida, quem me segue nas redes sociais sabe a paixão que eu tenho por esse menino) foi diagnosticado com autismo. Nós já tínhamos suspeitado há algum tempo, em algumas atitudes dele, que ele era um um pouco diferentes das outras crianças. Ele fez vários exames e depois de longos meses ele foi diagnosticado. O médico disse que ele tem um nível bem leve de autismo e que com os tratamentos corretos, em alguns anos, seria imperceptível.

Em meio a tudo isso, meus hosts estavam querendo mudar de cidade, eles queriam sair de San Francisco e ir pra uma cidade mais afastada, com uma casa maior e com mais espaço pro meu kid. Isso me assustou muito quando eles me falaram, porque eu estava super acostumada com San Francisco, todos os meus amigos estavam lá, eu não dependia deles e nem do carro deles (porque eu não dirigia) pra fazer nada. Enfim, no fim eles enrolaram tanto pra se mudar que eu sai de lá faz 8 meses e eles ainda não se mudaram hahaha

O natal do meu segundo ano eu já não podia mais sair do país por causa do meu visto, então eu, a Daff e mais 2 amigas fomos passar o natal em Lake Tahoe. Como estávamos no inverno e em Lake Tahoe neva, nós decidimos esquiar. Foi a minha primeira vez e confesso que odiei! Eu não fazia ideia de como aquilo funcionava, eu deveria ter feito umas aulas antes, mas sabe como vida de AuPair é né, pobre! hahaha Então eu fui na cara e na coragem e perdi a conta de quantas vezes eu cai e o tanto de neve que entrou dentro da minha roupa.
Fora o frio que eu passei naquele dia, assim que terminamos e entramos no carro, eu não conseguia mexer minhas mãos de tão frio, foi horrível. Não quis ver neve e pensar em esquiar por um bom tempo! hahaha Hoje em dia eu já estou considerando tentar de novo, pra tirar esse trauma, veremos!
Foi o meu primeiro natal longe da minha família, nós reservamos um jantar em um restaurante nas montanhas e depois voltamos pro hotel e ficamos dançando e bebendo, foi bem divertido. Estar passando uma data tão especial com amigas que eu amo tanto, foi demais.

Depois do natal e ano novo eu só tinha mais 4 meses com a minha família (meu ano acabou em abril/2016) e o plano era que eu continuaria nos EUA depois que meu programa de AuPair acabasse, a princípio eu iria mudar meu status pra turista e futuramente eu tentaria mudar pra estudante.

Meu kid também começou a ir pra escola 3 vezes na semana, então nos últimos 3 meses de AuPair eu só trabalhava 2 vezes por semana. Isso só prova o quão legal meus hosts eram. Nesse tempo livre eu comecei a procurar casa pra morar junto com a Daff e comecei o processo de troca de status.

Os últimos meses passaram voando, meu ultimo dia foi dia 18 de Abril e meus hosts me levaram pra jantar num restaurante que eles sempre comentavam que iam me levar mas nunca tivemos a oportunidade. Comemos um monte, relembramos de muita coisa que vivemos nos últimos 2 anos e foi incrível, como sempre. No final, eles me deram um colar que dentro tinha uma foto minha com o meu kid e um cartão com a mensagem mais linda do mundo. Nem preciso falar que eu chorei até não poder mais né? Alias, todos choramos, eu de um lado da mesa e meus hosts do outro.

Desde o quando eu vi a fotos deles no meu perfil da APC eu soube que eram eles, e ai nossas conversas no Skype e tudo que eu vivi em 2 anos só provaram isso. Eu nunca tive uma discussão com eles, nunca olharam torto pra mim, sempre resolvemos tudo como um time. Nosso relacionamento não era de família, era de uma equipe, eu tava ali pra ajudar eles, eu ajudava eles e eles me ajudavam. Eles me pediam opinião sobre a educação do meu kid e eu também sempre ia atrás de sites, vídeos, artigos que pudessem ajudá-lo em cada fase que ele passava.
Tinhamos um ótimo relacionamento, mas nunca misturamos muito as coisas. Eu sabia respeitar o espaço deles e eles respeitavam o meu. Estávamos os três focados 100% no bem estar do meu kid, acho que por isso que deu tão certo.

• Pós AuPair

Assim que eu acabei meu ano, eu já tinha um emprego. Fui em sites de nanny dos EUA (pra quem quiser saber: UrbanSitter e Care) e mandei mensagem pra algumas famílias. Fiz entrevista com duas e fechei com uma família com um menino de 2 meses. Pensa num serzinho pequeno! A mãe parecia legal, o menino praticamente dormia o dia inteiro, a localização era boa (eles moravam perto dos meus hosts, então eu já conhecia a área) e o salário também.

Assim que eu sai da casa dos meus hosts eu ainda não tinha uma casa pra morar, porque em San Francisco, casas são extremamente caras. Eu e a Daff chegamos a ver uma kitnet pra alugar, mas a localização era péssima, o valor altíssimo e o lugar extremamente pequeno, não daria pra colocar nem metade das nossas coisas. Bom, ainda estávamos sem lar, até que meu host me ofereceu pra ficar na casa do pai dele por duas semanas enquanto ele estava no Brasil. Ta aí mais uma prova de que meus hosts eram os melhores.
Fiquei na casa do pai do meu host, e foi incrível, ele mora num flat num bairro super nobre de SF, ou seja, me senti A rica por duas semanas hahaha

Eu tinha mais 2 dias na casa do pai do meu host quando a Daffny conseguiu achar um quarto pra gente. Iríamos dividir um quarto numa casa com uma mãe e dois filhos. A dona da casa era super simpática e fechamos tudo logo na primeira visita. Primeiro porque não tínhamos tempo e depois porque realmente gostamos do quarto. O preço não era dos mais baratos, mas pro padrão de San Francisco, estava ótimo. Fora que apesar de ser um pouco longe do centro da cidade, era perto de uma academia, mercado, Target, CVS, Walgreens, ponto de ônibus… E quando eu digo perto, eram 3 minutos andando de casa. Esse quarto caiu do céu pra gente.

Depois de moradia e emprego arrumado, foi só alegria. Ser AuPair é ótimo, mas ganhar $200 pode semana ninguém merece né? E mesmo que eu pagasse, aluguel, transporte e comida, ainda sobrava mais dinheiro no final de cada semana do que como AuPair.

Meu emprego de uma forma geral era bom, mas como o baby era muito pequeno, eu não tinha muita coisa pra fazer com ele, e pra piorar, de terça e quinta a mãe dele ficava em casa, e aí eu ficava muito tensa porque eu queria arranjar coisas pra fazer com ele, mas simplesmente NÃO TINHA o que fazer! haha

Fiquei nesse emprego por 4 meses até que um belo dia a mãe me disse que não precisaria mais de mim porque ela iria sair do emprego dela e ficaria em casa pra cuidar do filho. Confesso que eu fiquei aliviada pois eu já não estava aguentando mais não ter o que fazer com aquele baby, e eles moravam num lugar muito longe de tudo. Pra eu chegar na rua principal (que era perto da onde meus hosts moravam) eu tinha que descer muitas ruas, e pra subir depois com o carrinho, era um pesadelo!

A mãe me deu 1 mês pra eu achar um outro emprego e eu consegui em 2 semanas, dessa vez eu fui cuidar de uma menina de 1 ano e meio no melhor bairro de San Francisco, perto de muitos lugares legais, e o melhor: ruas planas!
Se você já foi alguma vez pra San Francisco sabe que lá só tem morros, e achar uma área plana, é praticamente impossível.
Eu me apaixonei pela menina logo na primeira visita, a mãe também era demais, e nos demos muito bem! E pra melhorar, eu iria ganhar mais do que na outra casa!

Nesses 6 meses (tempo de validade do status de turista) foi muito bom. Eu conheci muita gente legal, saí muito, mas muito mesmo. Aproveitei tudo que eu podia, saía praticamente de segunda a segunda, todo dia tinha alguma coisa pra fazer. Como eu não morava mais com hosts parents, podia sair e chegar a hora que eu quisesse, que época boa haha.
Também foi quando eu fiz minhas tatuagens, eu tinha feito a minha primeira quando eu era AuPair ainda, mas meio escondido dos meus hosts porque minha host disse uma vez que não gostava de tatuagens. Como eu fiz a minha dentro do dedo, não achei necessário contar pra ela haha.
Mas acabei fazendo mais 4 nesses seis meses e já estou planejando as próximas. Ô negocio que vicia hein!

Também visitava meus hosts e meu kid sempre, eu ia lá a cada 15 dias almoçar ou jantar com eles. Também sempre fazia extra pra eles, pra eu matar a saudade do meu filho e pra ganhar uns Obamas a mais. Nós mantemos uma relação muito boa e nos falávamos sempre.

Meus status de turista venceu em Novembro, saí da casa em que eu estava trabalhando mais ou menos 2 semanas antes de voltar pro Brasil. Minhas ultimas semanas foram um caos, eu tive que me desfazer de mais da metade das minhas coisas pra voltar pro Brasil. Tive que dar muita coisa que eu gostava, foi dolorido, mas fazer o que né, ninguém mandou comprar o mundo todo em 2 anos e meio hahaha

Bom, fiz minhas despedidas, chorei tudo que eu não chorei em 2 anos e meio, e no meu ultimo dia, fui realizar um sonho que eu tinha desde que eu cheguei nos EUA: ir num jogo da NBA!
Eu viciei em basquete assim que eu cheguei aqui e peguei paixão pelos Warriors, assistia a todos os jogos, mas nunca ao vivo. Então eu e a Daff fomos ver o jogo, foi lindo maravilhoso, amei do começo ao fim!
Quando chegamos em casa, foi a hora de me despedir da pessoa mais importante que eu tinha nos EUA, a Daff. (meu voo era de madrugada, então quando eu saísse, ela estaria dormindo) Eu não consigo explicar em palavras tudo que a gente viveu juntas, tudo que a gente dividiu,o tanto de risadas que já demos, o tanto de miles que a gente já percorreu juntas, o tanto de segredos que já compartilhamos, o tanto que já conversamos e muito, muito mais. Ela era minha família lá, e a única pessoa que eu conversava da hora que eu acordava a hora que eu ia dormir (mesmo quando morávamos juntas haha). Foi difícil, teve choro pra dar e vender, mas mesmo com essa despedida, eu sei que ganhei uma irmã pra vida toda.

Meu voo era ás 5am. Acordei ás 2am, peguei minhas mil malas e fui pro aeroporto rumo ao Brasil ver minha família que eu não via há 2 anos.