Vida pós EUA

Oie!! Voltei com a segunda parte do textão que eu fiz da minha volta ao blog. Nesse post eu contei um pouco sobre a minha visita ao Brasil no começo do ano e como eu vim parar onde estou hoje =)

• Brasil

Eu decidi voltar pro Brasil porque seria muito caro pra eu trocar meu visto pra estudante, a saudade de casa tava fora do comum (fazia 2 anos que eu não vinha pro Brasil), minha vózinha ta com muitos problemas de saúde e eu tava ficando doida de saber de tudo que ela tava passando, e eu tão longe dela. E fora que por mais que amasse muito minha vida em San Francisco, as coisas não estavam fluindo do jeito que eu gostaria, eu tava precisando de uma mudança, ficar perto da minha família e pensar o que eu realmente queria fazer dali pra frente. Precisava ficar perto das minhas tias, primas, primos e principalmente minha vózinha.

Meus pais e minhas irmãs foram pros EUA há mais ou menos um ano atrás. E o plano era eu ir pra lá depois de passar um tempo no Brasil. Mas algumas coisas mudaram no meio do caminho haha.

Cheguei no Brasil depois de 2 anos e foi muito estranho ver coisas que eu não via há tanto tempo, Habbib’s por exemplo, eu PIREI quando vi o primeiro no caminho de volta pra casa! hahah Pode parecer besteira, mas quando você passa muito tempo longe, você acaba esquecendo das coisas mais simples.

Ir pro Brasil foi uma nostalgia sem fim, a começar pelos lugares, comidas, até carros e também por reencontrar familiares e amigos.
Foi uma mistura de sentimentos constante, ao ver pessoas que eu não via há tanto tempo. A gente acha que tá todo mundo igual, que o tempo só passou pra gente, e esquece que a vida continua pra todo mundo.
Eu amei ver todos os meus amigos, amei ver que muitos, que eu não imaginava, fizeram questão de me ver mesmo depois de tanto tempo. E vi tanta gente que eu pensei que eu nunca mais ia ver. A vida é mesmo doida né.

Bom, quando estava no Brasil descobri que minha prima que mora na Itália (e que eu não via há 3 anos) estava indo pro Brasil passar as festas de fim de ano. Imagina a minha felicidade! Eu sempre fui muito próxima dela e saber que ia vê-la depois de tanto tempo, foi muito bom! E foi aí que as coisas começaram a mudar.

Depois do ano novo, eu, minha prima e meus tios fomos pra praia de Maresias pra aproveitar um pouco do verão (infernal) do Brasil. Conversa vai e conversa vem com a minha prima e ela, ao saber dos meus planos, me disse “O que você acha de ir pra Itália comigo? Eu conheço pessoas lá que podem te ajudar a arrumar um emprego e eu posso te dar uma força até você se ajeitar”. Queridos, não preciso dizer que eu não pensei duas vezes né? Em menos de 2 dias, eu já estava com a passagem comprada.

Fiquei mais 20 dias no Brasil, contando a novidade pra todo mundo, arrumando (de novo) minhas malas e fazendo (de novo) despedidas.

No dia 06 de fevereiro, eu, papai do céu e minha coragem, fomos – de novo – pra uma nova aventura, num novo país, numa nova experiência.

Pessoas, era isso que eu tinha salvo até agora de rascunho. Eu to na Itália há 5 meses e já tenho bastante coisa pra contar daqui!
Eu queria intercalar os posts daqui com as minhas viagens que eu fiz nos EUA. Eu fui pra Hawaii, Chicago, Las Vegas (de novo haha), New York e mais várias viagens curtas pela California mesmo. Acho que seria legal eu contar um pouco sobre elas. =)

É isso, agora deixa eu voltar pro meu Game of Thrones!
Beijos!

2 anos em um post!

Oie!

Eu sei que eu falei que postaria com mais frequência, mas novamente, falhei. Acontece que eu to com vontade de retomar esse blog, sem pressa, sem pretenção nenhuma. O último post me ajudou muito e acho que voltar a escrever vai ser bom pra mim 🙂
Quando eu estava no Brasil, comecei esse post aqui e não terminei. Resolvi então dividi-lo em duas partes, nessa primeira eu fiz um resumão da minha vida nos EUA desde que eu parei de postar por aqui.
enjoy 😉

• AuPair

Desde que eu parei de escrever, um monte de coisa aconteceu. No final de 2014 eu passei o natal e o ano novo no Brasil. A saudade tava grande e o visto ainda permitia que eu saísse do país e voltasse normalmente, então fiquei uma semana no Brasil. Foi extremamente rápido, mas muito bom ver todo mundo e ainda mais numa época tão especial pra minha família. Quando eu voltei do Brasil, eu já tinha decidido com a minha host family que iria extender o programa com eles por mais um ano. Nosso relacionamento desde o primeiro skype foi ótimo e tudo só foi melhorando a medida que o tempo foi passando. Eu posso dizer com toda a certeza do mundo, eles são a melhor família que eu poderia ter tido. Talvez eu fale mais sobre eles em outros posts, mas eu só queria deixar registrado que eles foram do começo ao fim, os melhores.

O meu segundo ano foi um pouco mais agitado na casa da minha host family, o meu kid (amor da minha vida, quem me segue nas redes sociais sabe a paixão que eu tenho por esse menino) foi diagnosticado com autismo. Nós já tínhamos suspeitado há algum tempo, em algumas atitudes dele, que ele era um um pouco diferentes das outras crianças. Ele fez vários exames e depois de longos meses ele foi diagnosticado. O médico disse que ele tem um nível bem leve de autismo e que com os tratamentos corretos, em alguns anos, seria imperceptível.

Em meio a tudo isso, meus hosts estavam querendo mudar de cidade, eles queriam sair de San Francisco e ir pra uma cidade mais afastada, com uma casa maior e com mais espaço pro meu kid. Isso me assustou muito quando eles me falaram, porque eu estava super acostumada com San Francisco, todos os meus amigos estavam lá, eu não dependia deles e nem do carro deles (porque eu não dirigia) pra fazer nada. Enfim, no fim eles enrolaram tanto pra se mudar que eu sai de lá faz 8 meses e eles ainda não se mudaram hahaha

O natal do meu segundo ano eu já não podia mais sair do país por causa do meu visto, então eu, a Daff e mais 2 amigas fomos passar o natal em Lake Tahoe. Como estávamos no inverno e em Lake Tahoe neva, nós decidimos esquiar. Foi a minha primeira vez e confesso que odiei! Eu não fazia ideia de como aquilo funcionava, eu deveria ter feito umas aulas antes, mas sabe como vida de AuPair é né, pobre! hahaha Então eu fui na cara e na coragem e perdi a conta de quantas vezes eu cai e o tanto de neve que entrou dentro da minha roupa.
Fora o frio que eu passei naquele dia, assim que terminamos e entramos no carro, eu não conseguia mexer minhas mãos de tão frio, foi horrível. Não quis ver neve e pensar em esquiar por um bom tempo! hahaha Hoje em dia eu já estou considerando tentar de novo, pra tirar esse trauma, veremos!
Foi o meu primeiro natal longe da minha família, nós reservamos um jantar em um restaurante nas montanhas e depois voltamos pro hotel e ficamos dançando e bebendo, foi bem divertido. Estar passando uma data tão especial com amigas que eu amo tanto, foi demais.

Depois do natal e ano novo eu só tinha mais 4 meses com a minha família (meu ano acabou em abril/2016) e o plano era que eu continuaria nos EUA depois que meu programa de AuPair acabasse, a princípio eu iria mudar meu status pra turista e futuramente eu tentaria mudar pra estudante.

Meu kid também começou a ir pra escola 3 vezes na semana, então nos últimos 3 meses de AuPair eu só trabalhava 2 vezes por semana. Isso só prova o quão legal meus hosts eram. Nesse tempo livre eu comecei a procurar casa pra morar junto com a Daff e comecei o processo de troca de status.

Os últimos meses passaram voando, meu ultimo dia foi dia 18 de Abril e meus hosts me levaram pra jantar num restaurante que eles sempre comentavam que iam me levar mas nunca tivemos a oportunidade. Comemos um monte, relembramos de muita coisa que vivemos nos últimos 2 anos e foi incrível, como sempre. No final, eles me deram um colar que dentro tinha uma foto minha com o meu kid e um cartão com a mensagem mais linda do mundo. Nem preciso falar que eu chorei até não poder mais né? Alias, todos choramos, eu de um lado da mesa e meus hosts do outro.

Desde o quando eu vi a fotos deles no meu perfil da APC eu soube que eram eles, e ai nossas conversas no Skype e tudo que eu vivi em 2 anos só provaram isso. Eu nunca tive uma discussão com eles, nunca olharam torto pra mim, sempre resolvemos tudo como um time. Nosso relacionamento não era de família, era de uma equipe, eu tava ali pra ajudar eles, eu ajudava eles e eles me ajudavam. Eles me pediam opinião sobre a educação do meu kid e eu também sempre ia atrás de sites, vídeos, artigos que pudessem ajudá-lo em cada fase que ele passava.
Tinhamos um ótimo relacionamento, mas nunca misturamos muito as coisas. Eu sabia respeitar o espaço deles e eles respeitavam o meu. Estávamos os três focados 100% no bem estar do meu kid, acho que por isso que deu tão certo.

• Pós AuPair

Assim que eu acabei meu ano, eu já tinha um emprego. Fui em sites de nanny dos EUA (pra quem quiser saber: UrbanSitter e Care) e mandei mensagem pra algumas famílias. Fiz entrevista com duas e fechei com uma família com um menino de 2 meses. Pensa num serzinho pequeno! A mãe parecia legal, o menino praticamente dormia o dia inteiro, a localização era boa (eles moravam perto dos meus hosts, então eu já conhecia a área) e o salário também.

Assim que eu sai da casa dos meus hosts eu ainda não tinha uma casa pra morar, porque em San Francisco, casas são extremamente caras. Eu e a Daff chegamos a ver uma kitnet pra alugar, mas a localização era péssima, o valor altíssimo e o lugar extremamente pequeno, não daria pra colocar nem metade das nossas coisas. Bom, ainda estávamos sem lar, até que meu host me ofereceu pra ficar na casa do pai dele por duas semanas enquanto ele estava no Brasil. Ta aí mais uma prova de que meus hosts eram os melhores.
Fiquei na casa do pai do meu host, e foi incrível, ele mora num flat num bairro super nobre de SF, ou seja, me senti A rica por duas semanas hahaha

Eu tinha mais 2 dias na casa do pai do meu host quando a Daffny conseguiu achar um quarto pra gente. Iríamos dividir um quarto numa casa com uma mãe e dois filhos. A dona da casa era super simpática e fechamos tudo logo na primeira visita. Primeiro porque não tínhamos tempo e depois porque realmente gostamos do quarto. O preço não era dos mais baratos, mas pro padrão de San Francisco, estava ótimo. Fora que apesar de ser um pouco longe do centro da cidade, era perto de uma academia, mercado, Target, CVS, Walgreens, ponto de ônibus… E quando eu digo perto, eram 3 minutos andando de casa. Esse quarto caiu do céu pra gente.

Depois de moradia e emprego arrumado, foi só alegria. Ser AuPair é ótimo, mas ganhar $200 pode semana ninguém merece né? E mesmo que eu pagasse, aluguel, transporte e comida, ainda sobrava mais dinheiro no final de cada semana do que como AuPair.

Meu emprego de uma forma geral era bom, mas como o baby era muito pequeno, eu não tinha muita coisa pra fazer com ele, e pra piorar, de terça e quinta a mãe dele ficava em casa, e aí eu ficava muito tensa porque eu queria arranjar coisas pra fazer com ele, mas simplesmente NÃO TINHA o que fazer! haha

Fiquei nesse emprego por 4 meses até que um belo dia a mãe me disse que não precisaria mais de mim porque ela iria sair do emprego dela e ficaria em casa pra cuidar do filho. Confesso que eu fiquei aliviada pois eu já não estava aguentando mais não ter o que fazer com aquele baby, e eles moravam num lugar muito longe de tudo. Pra eu chegar na rua principal (que era perto da onde meus hosts moravam) eu tinha que descer muitas ruas, e pra subir depois com o carrinho, era um pesadelo!

A mãe me deu 1 mês pra eu achar um outro emprego e eu consegui em 2 semanas, dessa vez eu fui cuidar de uma menina de 1 ano e meio no melhor bairro de San Francisco, perto de muitos lugares legais, e o melhor: ruas planas!
Se você já foi alguma vez pra San Francisco sabe que lá só tem morros, e achar uma área plana, é praticamente impossível.
Eu me apaixonei pela menina logo na primeira visita, a mãe também era demais, e nos demos muito bem! E pra melhorar, eu iria ganhar mais do que na outra casa!

Nesses 6 meses (tempo de validade do status de turista) foi muito bom. Eu conheci muita gente legal, saí muito, mas muito mesmo. Aproveitei tudo que eu podia, saía praticamente de segunda a segunda, todo dia tinha alguma coisa pra fazer. Como eu não morava mais com hosts parents, podia sair e chegar a hora que eu quisesse, que época boa haha.
Também foi quando eu fiz minhas tatuagens, eu tinha feito a minha primeira quando eu era AuPair ainda, mas meio escondido dos meus hosts porque minha host disse uma vez que não gostava de tatuagens. Como eu fiz a minha dentro do dedo, não achei necessário contar pra ela haha.
Mas acabei fazendo mais 4 nesses seis meses e já estou planejando as próximas. Ô negocio que vicia hein!

Também visitava meus hosts e meu kid sempre, eu ia lá a cada 15 dias almoçar ou jantar com eles. Também sempre fazia extra pra eles, pra eu matar a saudade do meu filho e pra ganhar uns Obamas a mais. Nós mantemos uma relação muito boa e nos falávamos sempre.

Meus status de turista venceu em Novembro, saí da casa em que eu estava trabalhando mais ou menos 2 semanas antes de voltar pro Brasil. Minhas ultimas semanas foram um caos, eu tive que me desfazer de mais da metade das minhas coisas pra voltar pro Brasil. Tive que dar muita coisa que eu gostava, foi dolorido, mas fazer o que né, ninguém mandou comprar o mundo todo em 2 anos e meio hahaha

Bom, fiz minhas despedidas, chorei tudo que eu não chorei em 2 anos e meio, e no meu ultimo dia, fui realizar um sonho que eu tinha desde que eu cheguei nos EUA: ir num jogo da NBA!
Eu viciei em basquete assim que eu cheguei aqui e peguei paixão pelos Warriors, assistia a todos os jogos, mas nunca ao vivo. Então eu e a Daff fomos ver o jogo, foi lindo maravilhoso, amei do começo ao fim!
Quando chegamos em casa, foi a hora de me despedir da pessoa mais importante que eu tinha nos EUA, a Daff. (meu voo era de madrugada, então quando eu saísse, ela estaria dormindo) Eu não consigo explicar em palavras tudo que a gente viveu juntas, tudo que a gente dividiu,o tanto de risadas que já demos, o tanto de miles que a gente já percorreu juntas, o tanto de segredos que já compartilhamos, o tanto que já conversamos e muito, muito mais. Ela era minha família lá, e a única pessoa que eu conversava da hora que eu acordava a hora que eu ia dormir (mesmo quando morávamos juntas haha). Foi difícil, teve choro pra dar e vender, mas mesmo com essa despedida, eu sei que ganhei uma irmã pra vida toda.

Meu voo era ás 5am. Acordei ás 2am, peguei minhas mil malas e fui pro aeroporto rumo ao Brasil ver minha família que eu não via há 2 anos.

 

Powerless

É muito difícil começar um texto onde as palavras se perdem pois meus sentimentos sobre o assunto ainda estão tão confusos. Ainda tá uma explosão dentro de mim, ainda não consegui digerir tudo que tem pra digerir, ainda to tentando acompanhar tudo que está sendo dito, todas as informações, to especulando mil coisas, tentando achar respostas pras perguntas que surgem a cada minuto na minha cabeça. Mas a verdade é uma só: meu ídolo foi embora, pra sempre.

Eu ouvi Linkin Park a primeira vez na vida na casa de uma tia com meus primos, todos mais velhos. Eu devia ter uns 7 anos quando minha prima colocou Hybrid Theory pra tocar e eu só me lembro de ter pensado “esses caras gritam muito”. Algum tempo passou e eu estava na casa de uma outra tia e uma prima estava dando algumas coisas embora, dentre elas um CD pirata, daquela mesma banda de um tempo atrás. Peguei na hora, não pelo som, mas porque eu conhecia uma banda que minha prima mais velha conhecia, e eu me senti “cool” por isso.

Quando criança, eu nunca gostei de Sandy & Junior, Rebelde e afins. Nunca me permiti. Meus primos não gostavam, tiravam sarro de quem gostava. Então eu não gostava também. Não era nenhum sacrifício, meus primos eram (e ainda são) minha referencia pra muitas coisas.
Gostar de Linkin Park, no começo, era um jeito de mostrar pra eles que eu também sabia ser legal que nem eles, que eu também tinha ‘bom gosto’.

O “problema” é que eu comecei a gostar, e muito, de ouvir aquele CD pirata.
Linkin Park passou a ser o papel de parede do meu quarto, de tantos pôsteres que eu tinha. Eu ia na banca toda semana comprar um novo, sempre tinha um espacinho na parede pra mais uma foto. Tinha orgulho demais de gostar de uma banda como essa. Sabia a letra de todas as musicas de cor, via DVD’s deles todos os dias, sabia o que eles gostavam, o que não gostavam, data de aniversário, nome de namorada, nome de filho, significado de tatuagens… Sabia até que o Mike Shinoda odiava quando alguém falava em terceira pessoa.
Foram blogs, cartas, desenhos, e pastas de fotos dedicadas ao Linkin Park e ao meu amor platônico, Mike Shinoda. Eu respirava Linkin Park e na escola as pessoas realmente chegaram a acreditar que meu sobrenome era Shinoda.

A banda me deu forças pra todas as fases da minha vida. Passei pelos problemas normais de uma adolescente, e alguns mais pesados, que eu não tinha que ter passado. Não foi fácil, ainda carrego as cicatrizes comigo. E Linkin Park tava lá, a voz do Chester tava lá, eles estavam me ajudando, e muito, durante todo esse tempo.
Saber que eu podia me desconectar dos meus problemas a qualquer momento e ouvir o Chester e o Mike cantar, me ajudou mais do que eu possa descrever.

Linkin Park evoluiu e eu também. Minha admiração só aumentou a cada album que eles lançavam, um completamente diferente do outro, outro ritmo, outra proposta, outra fase. Muitos não gostavam, mas eu só achava melhor a cada música nova que eu ouvia, ficava admirada com o talento deles de se reinventarem a cada album, e não perderem a essência.

Eles foram 3 vezes pro Brasil, enquanto eu morava lá. A primeira eu era muito nova, e tive que aceitar chorando o não do meu pai. A segunda, foi num festival fora de São Paulo, e como eu ainda não me bancava sozinha, não tive como ir.
Mas na terceira vez, em 2012, eu estava lá. Estava com duas pessoas muito importantes pra mim. A banda tinha acabado de lançar ‘Living Things’, album que me emociona muito até hoje.
Eles abriram o show com ‘faint’. Eu não estava acreditando que eles estavam ali, todos eles, meus ídolos, que eu admirava tanto, há tanto tempo, estavam na minha frente, cantando pra mim. Eu pulei, gritei, gritei muito. Logo depois veio ‘in my remains’, e eu não me aguentei e chorei, chorei muito. O show foi tudo que eu esperava e mais.
Finalmente, depois de tanta espera, eu estava vendo minha banda preferida pela primeira vez.

Depois disso, eu tive a oportunidade de ir em mais 2 shows deles. O último foi há um mês atrás, aqui na Itália. Ah se eu soubesse que seria a ultima vez que eu veria o Chester, a ultima vez que eu ouviria aquela voz ao vivo. Uma voz diferente, uma voz que te envolve, uma voz que transmite muito mais que uma musica, uma voz tão perfeita ao vivo quanto num CD. O show foi emocionante e incrível como os outros, saí de lá renovada, orgulhosa de gostar de uma banda que nem Linkin Park, e com a certeza de que mesmo depois de tantos anos, eles ainda eram os melhores.

No dia 20 de julho de 2017 eu estava trabalhando. Estava cuidando de 4 crianças. E enquanto eles viam televisão, eu fui checar meu celular. A primeira mensagem era da minha prima em um grupo que participamos: “Se for verdade, a Lari vai morrer”. Depois uma mensagem do meu melhor amigo: “Já ficou sabendo?” depois outra amiga: “Eu sinto muito” depois outro amigo: “Você é bem fã de Linkin Park né? pq ele fez isso?” e mais um monte de mensagens similares.
Eu não estava entendendo nada, abri meu facebook e vi em todos os portais de noticias que meu cantor preferido, da minha banda preferida, tinha tirado a própria vida.

Na minha vida, graças a Deus, eu perdi poucas pessoas próximas a mim. Eu não sei lidar muito bem com a morte, eu me considero alguém que demora pra digerir o que aconteceu. É muito difícil de assimilar que uma pessoa que estava presente há pouco tempo, já não está mais. E nunca mais estará.
Eu chorei, eu chorei muito, eu ainda choro e provavelmente eu não vou parar de chorar pelo o que aconteceu.

A essa altura do texto, dá pra entender que Linkin Park não é somente uma banda que eu gosto, dá pra entender que o papel que eles tiveram, e ainda tem, na minha vida é enorme. Então dá pra entender que mesmo eu nunca tendo conhecido, de fato, o Chester, a morte dele me abalou muito mais do que o normal. Afinal, ele estava presente na minha vida mais que muitas pessoas que eu via no meu dia a dia.
Tentar entender o que aconteceu não é difícil. Todos nós temos nossos demônios pra enfrentar, todos nós já passamos por uma fase difícil na vida, por um trauma.  Todos nós temos aquela vozinha dentro de nós tentando colocar a gente pra baixo. Pra alguns ela fala mais alto e com mais frequência, pra outros, é quase um sussurro e ela só vem as vezes. Mas ela está ali, em todos nós. No dia 20 de Julho, a voz de dentro da cabeça do Chester falou mais alto do que ele poderia aguentar.
Difícil é saber que o cara que me ajudou tanto ao longo da vida, que já me deu tanta força pra seguir em frente, que já falou mais comigo através da musica do que um amigo proximo, não conseguiu ser sua própria salvação. Me corta em pedaços saber que dor dele era maior do que tudo que ele conquistou e tinha.
Acho que eu e todos os fãs só queríamos pegar o Chester no colo e fazer tudo que ele fez por todos nós esses anos todos.
A família não conseguiu fazer ele ficar, a banda não conseguiu fazer ele ficar, os fãs não conseguiram fazer ele ficar. E então, ele foi.

Não vai ser fácil daqui pra frente, na verdade, não sei como vai ser. Não sei qual vai ser o futuro da banda, e isso me assusta muito. Mas eu espero que o Chester ache a paz que ele tanto procurou. Pois nós vimos sua luta todos esses anos transmitidas nas melhores músicas já feitas.

“When my time comes
Forget the wrong that I’ve done
Help me leave behind some reasons to be missed
And don’t resent me
And when you’re feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest.”

Lari Shinoda.

 

Voltei!

Olá!

Uau, quanto tempo que eu não venho aqui, mais de 2 anos! Poderia dar tantas desculpas, mas a real mesmo é que por mais que eu ame escrever aqui, a preguiça e a falta de conteúdo por muitas vezes fizeram com que eu não escrevesse. Entendam que não tinha preguiça de escrever, afinal eu amo escrever nesse blog. Mas eu gosto de escrever tudo, cada detalhe, dar toda informação que eu posso dar, e isso é um trabalho bem grande e demorado, e por muitas vezes eu não tinha esse pique e/ou tempo. Mas o fato de eu ainda manter esse blog no ar, mostra que eu nunca quis realmente abandoná-lo. Eu amo vir aqui de vez em quando e ler tudo que eu escrevi, lembrar das viagens, do meu processo… E me arrependo de ter parado, porque eu fiz tanta coisa legal depois disso, mas tanta! Que eu queria ter colocado no blog pra eu relembrar depois. Enfim, nunca é tarde né?

Muita coisa mudou desde meu último post, muita mesmo. Pra começar que eu não sou mais AuPair (faz quase 1 ano já) então ver coisas do meu processo e das minhas viagens de AuPair aqui no blog, já me traz um sentimento de nostalgia. Que época boa! Sofrida, pobre, com muito perrengue e saudade, mas uma das melhores épocas da minha vida! Quero fazer um post resumindo minha vida de AuPair, o que eu achei, considerações finais e etc hahaha.
Eu também não estou mais nos EUA, estou no Brasil! E logo menos estarei embarcando pra um lugar muito, mas muito legal mesmo!
Aliás, foi por causa dessa minha nova mudança que eu resolvi reativar esse blog. Mas quero deixar esse assunto pra um próximo post, quero contar tudo direitinho, meus planos pra minha vida e pra esse lindo blog =)

Já Já volto com mais novidades, beijos!!
Ps. Tô muito animada, uhu! 😀

 

Road Trip – California/ Nevada/ Arizona

Oieeee! Quanto tempo Jesus! Odeio postar praticamente uma vez por mês, mas confesso que as vezes a falta de ideias de post + uma pitada de preguiça, faz esse blog não ser tão ativo como eu gostaria. Tentarei mudar isso, prometo!

Vim falar pra vocês hoje sobre a road trip que eu fiz no feriado de columbus day, a umas semanas atrás. Aqui nos EUA não tem essa coisa de emendar feriado que nem no Brasil, o feriado é sempre na segunda-feira, independente do dia do feriado em si.
Então, como vocês podem imaginar, 3 dias e 3 estados foi bem cansativo, mas confesso que estou pegando muito gosto de passar horas dentro de um carro vendo paisagens maravilhosas!

Bom, nossa viagem começou na sexta de noite. Tivemos que alugar um carro, já não poderíamos usar o carro da Daffny pois seriam muitas milhas que iríamos rodar. Alugamos pela Fox o carro mais barato que eles tinham, um Ford Focus.
Depois de pegar o carro, eu e a Daff fomos buscar nossas companheiras de viagem, a Michelle, uma americana e a Bea, uma alemã.
Com todas no carro, partimos em rumo pra nossa primeira cidade, Ridgecrest á 6 horas, ainda na Califórnia. Paramos nessa cidade mesmo só para dormir e seguir viagem no dia seguinte. Ficamos hospedadas em um hotel bem simples mas que foi ótimo para um banho e cama!

No dia seguinte seguimos para nosso primeiro destino: Death Valley, um parque nacional colado com Nevada.
A Daff tinha lido que esse parque era um deserto com uma estrada bem difícil de se andar, mas leu também que um cara com um carro parecido com o que tínhamos, sempre ia pra lá e nunca teve problema nenhum.
Como queríamos conhecer o parque e ver também as hot springs (piscinas naturais) que tinham lá, resolvemos arriscar.

Quando entramos no parque, já sentimos que a estrada seria tensa pois nosso carro era muito baixo e a estrada era de terra com muitas pedras, ou seja, as pedras ficavam batendo toda hora na parte debaixo do carro. Bem tenso, mas somos brasileiras e não desistimos nunca!
Mesmo sem sinal no celular, sem mapa e com absolutamente NINGUÉM naquele lugar, seguimos firmes e fortes! Muita loucura, mas fomos assim mesmo, com emoção! hahaha

No caminho para Death Valley

No caminho para Death Valley

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Companheiras de viagem!

Companheiras de viagem!

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No meio do deserto

No meio do deserto

Gravei um vídeo pra vocês terem noção do NADA em que estávamos! hahahaha Já peço desculpas pois o vídeo está bem tremido, mas é só pra ter ideia de como era lá mesmo =)

Apesar da estrada ser BEM tensa, valeu cada minuto nela, a paisagem é incrível, é de tirar o fôlego. Nenhuma das fotos faz jus a real beleza que é aquilo. Quero com certeza voltar lá, mas dessa vez com um carro apropriado! hahaha

Depois de 3hrs andando, finalmente achamos a hot springs! Assim que chegamos lá, vimos que era um lugar de nudismo! HAHAHAHAHA Só tinha homens e mulheres com 50 anos pra cima peladões! Eles estavam acampando lá e tem um cara que mora lá, não sei como ele consegue, mas né…
No fim, foi bem engraçado, eles foram uns amores com a gente, assim que a gente explicou a situação em que viemos, eles nos deram um mapa, fizeram uma explicação de como sair dali e ainda nos deram gasolina ❤ Como existe gente boa nessa vida né? Ainda podemos ter fé na humanidade sim =)

O lugar é lindo, naquele lugar tem 3 piscinas naturais, 2 bem quentes e a outra era mais geladinha, uma delícia!

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Na volta, estávamos com medo de anoitecer com a gente ainda naquela estrada. Mas depois de 3hrs, finalmente saímos do parque e entramos na estrada normal, rumo a Vegas ❤

Mas, como nem tudo é perfeito, depois de andarmos 1hr, nosso pneu furou quase na entrada de Vegas! Nossos santos são tão bons e amam tanto a gente que esperou a gente ir pra um lugar onde tínhamos comunicação pra acontecer isso! hahaha
Já era meia noite, estávamos mortinha da Silva e tivemos que esperar 1:30hr até o seguro chegar pra trocar o pneu pra gente.
Depois do pneu trocado, fomos para o nosso hotel em Vegas. Ficamos num hotel nadaaa luxuoso e bem do feio, tanto o hotel, quanto as pessoas que estavam hospedadas lá. Mas pelo preço, tava ótimo!

O plano do dia seguinte era fazer Grand Canyon, Antelope Canyon e a Rota 66. Mas como tínhamos que trocar o pneu do carro (pois não pode andar muito com o step), decidimos fazer só o grand canyon e a rota 66.

No dia seguinte, antes de ir pro Grand Canyon, decidimos ir tirar fotos na placa de Las Vegas. Lembram que eu disse no post de Vegas que nós não conseguimos ir lá? Pois dessa vez nos fomos e tiramos a famosa foto! Fiquei muito feliz que deu certo!

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Não tem como ser triste em Vegas!

Não tem como ser triste em Vegas!

Bom depois da placa, seguimos para o Grand Canyon. Quando chegamos lá, descobrimos que tínhamos dois jeitos de ver o parque, ou pagávamos 45$ e entrávamos no parque, ou pagávamos 75$ e íamos pra um lugar com uma vista incrível e que dava pra ver o parque todo.
Como vocês já podem imaginar, não fizemos nem um e nem outro por que$tões monetária$. Tínhamos a doce ilusão de que seria de graça. Ficamos muuuuuuuito chateadas pq queríamos muito ter visto o Grand Canyon =(

Paisagens feias no caminho que nos consolaram… hahahaha

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Depois de conformadas com a tragédia (exageraaada hahahaha) seguimos rumo a rota 66!
Andamos uns 40 minutos até chegarmos na estrada e quando chegamos adivinhem? uma estrada normal como qualquer outra! HAHAHAHA Estávamos em uma parte muito pequena dela, pois ela cruza praticamente o país todo, por isso que é tão conhecida.
Valeu muito a pena andar pelo menos um pouquinho nela.
Decidimos então parar pra jantar em um restaurante muuuuito do fofo. E assim que paramos o carro, vimos no chão uma pintura enoooooorme escrito “route 66” hahaha apaixonei.

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Restaurante mais fofo da vida!

Restaurante mais fofo da vida!

Na nossa ultima noite, reservamos um hotel na cidade de Tonopah, uma cidade do meio do nada, mais ou menos umas 6hrs de San Francisco, assim não teríamos que dirigir tanto no dia seguinte #TraumaDeSeattle!

Depois de dirigirmos umas 4hrs, chegamos em Tonopah e genteeeeeeeee, que cidade mais macabra é aquela?? Sabe aquelas cidades de filme de terror? acho que todos os filmes se inspiraram em tonopah hahahaha.
A cidade é uma rua praticamente, cheio de hotéis sinistros. A placa de um dos hoteis era com um bebê bem do estranho, tinha outro hotel que era de palhaço (odeio palhaços) e o nosso era uma nota 6 em nível de bizarrice. Chegamos lá 00:30 e não tinha uma alma na rua, a não ser por dois meninos que estavam na porta do hotel parados olhando pra gente. SINISTRO. Aí as meninas tentaram chamar alguém na recepção e não tinha ninguém. Os meninos sumiram e quando eu fui ver, eles estavam subindo pro telhado do hotel (era um hotel baixinho, 2 andares) GENTE, pq né? achei bem do estranho.

Ninguém nos atendeu lá, então nós resolvemos ir pra um hotel mais conhecido, o Best Western, que tem vários espalhados pelos país. Seria mais caro, mas pelo menos era de confiança.
Quando entramos na recepção, tinha uma música bem macabra, aquelas óperas bem de medo sabe? hahahaha Ai um senhor com umas unhas bem grandes e uma cara de filme de terror veio atender a gente! hahahaha Ai gente, to rindo agora mas na hora deu muito medo.
No fim, ele era bem simpático e nos deu desconto pelo quarto ❤
O quarto era um sonho, bem confortável e aconchegante. No dia seguinte, tomamos café da manhã no hotel (aqui não é comum hotel oferecer café da manhã, então os que oferecem, são uma maravilha!) e voltamos pra San Francisco ❤

E claro que na volta, mais paisagens lindas de morrer ❤

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Uma amiguinha no meio da rua

Ufaaaaa, falei demais! hahaha Mas essa foi minha viagem! Espero que vocês tenham gostado e espero que não tenha ficado muita coisa pra vocês lerem, quis detalhar bem! hahaha

Vou fazer uma tabela dos custos aproximado de cada coisa pra vocês terem uma ideia de quanto se gasta mais ou menos pra fazer uma road trip. Lembrando que varia muito dependendo do lugar, carro e hoteis!
Ah, e nós levamos comida, então não tivemos gasto com alimentação.

CARRO– $220 (foi mais caro pois somos menores de 25 anos e tivemos pagar uma taxa do seguro e outra por causa do pneu furado)
HOTEIS– $270 ($50 na primeira noite, $80 na segunda e $140 na terceira)
GASOLINA– $227

É isso! Olhando assim parece que foi bem caro, mas estávamos em 4 então não ficou pesado =)

Ah, e pra quem quiser planejar uma road trip, aconselho muito esse site aqui https://roadtrippers.com/
Você coloca o ponto de partida e o de chegada, e ele calcula mais ou menos quanto que vai ser gasto em gasolina e te fala os pontos legais de se ver no caminho. Bem interessante, vale a pena dar uma olhada!

Falei demais, beijos!

 

Linkin Park – Carnivores Tour

Oi genteee!!

Acho que uma das mil vantagens de vir fazer intercâmbio nos EUA, é que as maiores bandas vivem aqui. Logo, o acesso para um show é muito mais fácil e barato (não tanto, mas bem mais barato que no Brasil).
E quem me conhece pelo menos um pouco, sabe que eu sou louca por Linkin Park desde sempre! Lembro que a primeira vez em que eu os ouvi foi com minhas primas e com certeza eu tinha menos que 9 anos. Na época lembro que pensei que era muita gritaria.
Aí em uma outra oportunidade, uma outra prima minha tinha um CD pirata deles (olha que mal exemplo) e queria jogar fora. Eu falei pra ela me dar e comecei a escutar de verdade. Pronto, foi amor a primeiro ouvido HAHAHAHAHA. É minha banda preferida desde então.
Quem me conhece, sabe também da minha paixão pelo Mike Shinoda. Por alguns anos, algumas pessoas realmente acreditavam que meu sobrenome era Shinoda #Quemdera. Tenho mil histórias pra contar de coisas que eu fiz e do quanto eu sou apaixonada por ele, mas vou deixar em off pra vocês não me acharem louca, só digo que as fans de One Direction ficariam no chinelo perto das minhas histórias HAHAHA ok, não é pra tanto.
Mas eu ainda tenho esperança de que um dia, ele vai me ver e perceber que eu sou o grande amor da vida dele #Tenhofé! hahahaha

Pois bem, tudo isso pra falar que eu fui no show deles sexta-feira! Já tinha ido em um show deles em 2012 quando eles foram pra São Paulo, e eu chorei que nem um neném! Dessa vez eu não chorei, mas foi emocionante da mesma forma.
Você ver sua banda preferida tocando ao vivo, não tem preço. E sem querer ser puxa saco, mas eles cantando ao vivo é igualzinho ao CD, perfeito!

Além de Linkin Park, também teve 30 Seconds to Mars. Não sou muito fã e quando chegamos, eles já estavam terminando o show. Então só vi um pouco da beleza do Jared Leto. Tudo bem, depois eu mando uma mensagem pra ele e a gente se encontra, fofo. Que o Mike Shinoda não leia isso. (sou louca? sim)

Mas gente, preciso falar uma coisa! Agora eu entendo pq que todo artista que vai pro Brasil fala que somos o melhor público. Vocês acreditam que aqui ninguém pula, canta e grita?? Fica todo mundo paradinho vendo o show! Af! Não dá não, eu fui louca mesmo e gritei o show todo, pulei que nem uma retardada e cantei até não poder mais. Show bom é assim ❤

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Eu imitando meu maridinho <3

Eu imitando meu maridinho ❤

Companheiras de show!

Companheiras de show!

Como vocês puderam notar, fiquei bem longe do palco, mas deu pra ver bem pois o local era tipo de teatro sabe, o palco “embaixo” e o publico ficava pra cima. E o importante foi ver, não importando a distancia =)

É isso gente, só vim aqui compartilhar com vocês uma das melhores noites da minha vida e falar pra você, AuPair, não perder a oportunidade de ir em um show de uma banda que você gosta enquanto estiver aqui. Ganhamos uma miséria, mas vale cada centavo. ❤

Beijos!

Seattle!

Oláá, tudo bem??

Quem me segue no instagram, viu que eu fui pra Seattle a umas semanas atrás e vim contar pra vocês hoje como foi!
A viagem foi super de ultima hora, soubemos que teria feriado na segunda-feira (01/09) e a Daffny disse que queria fazer uma roadtrip. A princípio estávamos planejando ir pra Arizona, mas o lugar que queríamos ficar já não tinha mais vagas.
Então decidimos ir pra Seattle, que são nada mais nada menos que 12hrs de viagem! =O

Decidimos acampar por lá e fizemos a reserva no KOA, um lugar de camping que tem unidades pelo país todo! Você pode acampar com cabanas ou com trailer! Só levar suas coisas e voilà hahaha

Bom, saímos de San Francisco na sexta a noite, viajamos por 5 horas e paramos em Ashland- Oregon na casa da host grandmother da Mari, ela foi uma fofa e nos deu uma caminha pra dormir de noite ❤
Acordamos cedinho no sábado e viajamos mais 7hrs até finalmente chegarmos em Seattle! Assim que chegamos, começou a cair o mundo, primeira vez que eu estava vendo chuva desde que cheguei nos EUA! (a Califórnia está enfrentando a maior seca dos últimos tempos :/ )

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Quando chegamos no KOA, fizemos check-in e fomos pro nosso lugar pra montar nossa cabana rapidinho e já aproveitar o final de tarde/noite em Seattle. Perdemos um pouco de tempo (2hrs) pois nosso lugar ainda estava ocupado, sendo que o check out é as 11hrs e nós chegamos as 15hrs…Enfim, depois de um pequeno stress, os antigos “hospedes” saíram e nós conseguimos montar nossa cabana e sair!
Dica: sei que isso pode parecer óbvio, mas a idiota aqui não pensou…Levem tênis! eu fui com uma sapatinha e ela simplesmente ficou encharcada a viagem toda e eu não pude usar, olha que beleza! hahaha

Depois dessa pequena confusão, fomos pro centro. Procuramos um barzinho e achamos um alemão que parecia ser bem legal, entramos lá e assim que pedimos uma cerveja, descobrimos que não poderíamos beber sem nosso passaporte, pois qualquer documento brasileiro não servia. Detalhe básico: nossos passaportes estavam em San Francisco –‘
Então mais uma dica pra você que está pensando em ir pra Seattle: Se você não tem nenhum documento aqui dos EUA, leve seu passaporte!
Voltamos pra casa beeeeem chateadas, mas pelo menos conseguimos ver um pouco da cidade.

Domingo foi dia de turistar!! Acordamos bem cedo e fomos pro Space Needle, aquela torre gigantesca, o maior ponto turístico da cidade. A entrada custa 20 dólares e vale a pena pois a vista de lá de cima é incrível!
Lá também tem um restaurante muuuuuuito legal que fica girando enquanto você come, assim você consegue ver todas as partes da cidade. Nós não comemos lá por questõe$ monetária$ hahahaha

O final do video fica tremido pois eu assustei demais com a parede do elevador! HAHAHAHA vê se pode!

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Vista de lá de cima:

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Escultura ao lado do Space Needle

Depois do Space Needle, estávamos morrendo de fome e fomos procurar algum restaurante pra comer. Achamos uma churrascaria brasileira a poucos minutos dali ❤
O restaurante chama “The Grill from Ipanema” e genteeeeeeee, que delicia!!! A melhor churrascaria daqui dos EUA, sem dúvidas! Uma carne mais gostosa que a outra, recomendadíssimo!
Estávamos com um amigo alemão e ele admitiu que a comida brasileira realmente é uma das melhores do mundo, obvio né! hahaha

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Saímos de lá passando mal de tanto que comemos!
Então decidimos ir pra parte dos piers da cidade, pois queríamos ir em uma roda gigante que tinha lá. No meio do caminho, tinha um navio da marinha Mexicana aberta pra visitação e obviamente que nós fomos lá ver!

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Muito legal né?
Meio doido de pensar que esses caras chegam a ficar até meses dentro de um navio… não sei se eu conseguiria não! São corajosos =)

Aí depois de andar muitão, passar por paisagens lindas, dar comida pros mendigos, (sim, fizemos nossa boa ação do dia dando hot dog pra 2 mendigos <3) finalmente chegamos na roda gigante!
A fila pra ir estava muito cheia, o preço não era tão barato quanto pensávamos, (e não era caro também, 17 dólares) a preguiça bateu e então decidimos não ir! hahahaha ficamos só com a paisagem mesmo.

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Na volta para o carro, decidimos ir na  “Gum Wall”, uma rua bem pequena com as paredes LOTADAS de chiclete!
Essa era bem mais nojenta que a que eu e a Daffny fomos em San Luis Obispo, tinham muitas abelhas e muito, mais muuuuito chiclete! hahah

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Alguém arrisca comprar tickets e apoiar o braço aí? hahahahah

Ainda passamos pela “Public Market” que é uma feira bem parecida com a nossa que temos no Brasil, só que não é no meio da rua, cada barraca tem seu lugar dentro de um galpão. Infelizmente quando passamos, ela já estava fechada, então não deu pra vermos nada =(

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Depois disso, voltamos pro camping, tomamos banho e voltamos pra cidade numa ultima tentativa de tomar uma cerveja!
Fomos num barzinho/restaurante chamado “Ohana” e eles aceitaram nossas identidades brasileiras e alemã! Ficamos muito felizes =DD
Era um restaurante de comida japonesa, e eu que sou louca por japonês acabei pedindo um prato lá que quando vi o preço e o tamanho do prato, quase caí pra trás! Paguei quase 17 dólares por 3 pedaços de sashimi (pequenos, por sinal) e 3 pedaços de sushi! É pra falir qualquer um, né? x.x
Mas foi muito bom, acabamos encontrando o pessoal que fizemos amizade lá no restaurante brasileiro e cantamos no karaokê do bar! hahahaha Imagina a cena, eu a Daffny e a Aline (nossa nova amiga de Seattle) cantando Katy Perry. LIIINDO! -sqn!

Quanta coisa em um dia só né? ahahaha nem sei como aguentamos, andamos demaaais!!

Segunda-feira foi dia de guardar tudo e voltar pra casa. Dessa vez não ia ter parada em Ashland, viemos direto!
Que canseeeeeeeeeeeeira meu Deus, parecia que não íamos chegar nunca! Mas vou confessar que a paisagem compensa um pouco todo o cansaço, ainda mais quando você chega no estado da Califórnia e vê o monte Shasta, a montanha mais linda que eu já vi na vida! Ela fica com neve no topo o ano todo ❤

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Bye Bye Seattle!

Bye Bye Seattle!

Nem acreditei quando vi a Bay Bridge, achei que tava sonhando! hahahaha Saímos de Seattle as 9am e chegamos em San Francisco as 11pm! Loucura, né? Mas eu gostei, valeu a experiencia e eu AMEEEEI Seattle! Quero voltar o quanto antes!

Espero que tenham gostado, beijos!

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